Estudante de Psicologia publica artigo sobre Lei Maria da Penha

Aluna do 5º ano de Psicologia, Roberta D’Avanzo Sant’Ana escreveu um artigo sobre os 11 anos de sanção da Lei Maria da Penha, que foi publicado na última semana no jornal Realidade, de Catanduva.
“Dia 07 de Agosto é considerado um marco, pois tem como finalidade firmar a data da sanção da “Lei Maria da Penha” ou Lei Nº 11.340, considerada uma importante conquista no combate à violência doméstica e familiar contra as mulheres. Essa luta começou com uma mulher, Maria da Penha Maia Fernandes, mestre em parasitologia e farmacêutica bioquímica brasileira que sofreu violência doméstica durante 23 anos dentro de seu casamento e duas tentativas de assassinato, sendo que uma dessas tentativas, um tiro, a deixou paraplégica. Dezenove anos depois, o agressor, seu marido, foi condenado a dez anos e seis meses de prisão, cumprindo menos de um terço da pena em regime fechado”, comentou a estudante.
Ainda segundo Roberta, a partir desses fatos Maria da Penha transformou sua existência na luta pelos direitos das mulheres que sofrem com a violência doméstica. “Após muita luta em 2006 a lei 11.340/06 finalmente entrou em vigor, fazendo com que a violência contra a mulher deixasse de ser tratada como um crime de menos potencial ofensivo. A lei proporcionou uma série de medidas para proteção da mulher que está em situação de agressão ou cuja vida corre riscos. Importante citar, entre essas medidas, foi inclusão a proteção dos filhos, a saída do agressor de casa, cancelamento de procurações feitas em nome do agressor, terminaram as penas pecuniárias (penas que o réu é condenado a pagar multas ou cestas básicas), alterou o Código Penal e permitiu que agressores fossem presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada. A partir dessa mudança a violência psicológica passa a ser caracterizada também como violência doméstica, onde não existe a agressão física, mas pode estar em uma relação violenta através de palavras e atitudes que podem ferir a autoestima de uma mulher tanto quanto a violência física”, finalizou Roberta.

20664887_1551251014925795_6145024510726547585_n.jpg

Alunos de Psicologia representam Imes em evento sobre luta antimanicomial

 

Um grupo de estudantes do 5º ano de Psicologia do Imes participou, no último dia 19, do evento “Luta antimanicomial: Desafios da atualidade”, realizado no auditório do Conselho Regional de Psicologia (CRP/SP) – Subsede de São José do Rio Preto. Foi ministrado pelos palestrantes Janaina Darli Duarte Simão, formada em Psicologia pela Unesp/Assis, Antônio Cesar Frasseto, psicanalista e Pós-Doutor em Psicologia e Educação pela USP/Ribeirão Preto, e  André Apolinário Silva Marinho, especialista em Grupos e Psicanálise dos Vínculos pelo NESME.
“Os palestrantes falaram sobre as fases da luta antimanicomial, como surgiram os primeiros manicômios, como as pessoas eram tratadas, o descaso com que elas viviam nesses lugares, tratadas como “circo dos horrores”, enfim, um cenário que exigia mudanças, daí surgiu a luta antimanicomial. Cada um dos palestrantes veio com um olhar humanizado sobre essa luta, demonstraram algumas mudanças ao longo dos anos e enfatizaram que ainda tem muito caminho a ser percorrido”, comentaram os alunos de Psicologia do Imes, que ainda destacaram a importância dessa ação. “Olhar o cenário antimanicomial de vários ângulos e opiniões diferentes nos abre caminhos para uma nova descoberta”.

 

18624806_1471285519589012_1587908918_n

Alunos: Roberta D`Avanzo Sant`Ana, Julia Mendola, Yuri Machado, Vilma Monari, Michelle Pedrassoli, Beatriz Gouvêa, Ana Carolina Maia, Monalisa Azevedo e Roberto Donizeti Soares.

ALTERAÇÃO DE DATA – Campus do Imes recebe edição especial do Cine Debate nesta noite

 

O Cine Debate do Imes Catanduva, que seria realizado amanhã (sábado), sofreu alteração de data e horário. Em parceria com o Sesc Catanduva, o evento será hoje (sexta-feira), a partir das 19h20, em uma edição especial em comemoração à “10a. Semana de Diversidade”, no campus da faculdade (no bloco II, na sala do 2º ano do curso de Psicologia). Será exibido o premiado drama “Hotel Ruanda” (2004), baseado em uma triste história real. A sessão é gratuita e aberta ao público, e logo após haverá um debate mediado pelos professores Felipe Brida e Lilian Cantelle. Os participantes receberão certificado.

Sinopse:
Durante os conflitos políticos entre Hutus e Tutsis que mataram quase um milhão de ruandenses em 1994, no período que ficou conhecido como o Genocídio de Ruanda, o filme relata a história verídica de Paul Rusesabagina (Don Cheadle), gerente do Hotel des Milles Collines, que toma a decisão corajosa de abrigar sozinho mais de 1.260 refugiados, salvando suas vidas. O filme é uma coprodução Inglaterra/África do Sul/Itália, que recebeu três indicações ao Oscar, três indicações ao Globo de Ouro e uma ao Bafta.

19871963

Enter a caption

Alunas do Imes conduzem campanha de combate ao abuso  de crianças e adolescentes

 

As alunas do 5º de Psicologia do Imes Roberta D’Avanzo Sant’Ana e Ana Carolina Ferreira Maia realizaram palestras nas escolas Municipal e Estadual de Novais, ao longo dessa semana, sobre o dia 18 de Maio, instituído como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.
As palestras tiveram como objetivo mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento contra a violação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. “A melhor de forma de combatermos o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes é a prevenção, um trabalho informativo, reunindo pais, responsáveis, utilizando da sensibilização da população em geral, profissionais das áreas de educação e jurídica, ministrando efetivação de campanhas, programas e projetos que se destinem a informação e prevenção do assunto”, comentaram as duas alunas de Psicologia.
Nas palestras foi citado o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069, de 13/07/1990, Art. 5º, que diz: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.
Também foi dada a importância, além da prevenção e informações, da maneira como combater essa realidade, denunciando os casos. “Portanto, se alguém souber de casos de violência sexual infantil, procure o Conselho Tutelar, delegacias especializadas, Polícias Militar, Federal ou Rodoviária ou ligue para o Disque Denúncia Nacional, o disque 100, que funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive aos finais de semana e feriados. As denúncias são anônimas e podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita”, informaram as alunas, que segundo elas, as palestras dessa semana tiveram como lema ”Faça bonito, proteja nossas crianças e adolescentes”.

Estudantes de Psicologia participam de curso de Conciliação e Mediação

As alunas do 5º ano de Psicologia Ana Carolina Ferreira Maia e Roberta D’Avanzo Sant’Ana, por indicação do Professor Paulo Celso Pereira, participaram recentemente do curso de Conciliação e Mediação, realizado em Catanduva pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), que tem como objetivo promover a capacitação, atualização e treinamento nos métodos consensuais de solução de conflitos.
O curso foi realizado na Associação Comercial e Empresarial de Catanduva (ACE), ministrado pelas Instrutoras Izaura Kuyomi M. Sugohara, de Jaboticabal, Ligia Gonçalves D. Pedrosa, de Franca, e Raimunda da Paz da Silva, de São Paulo. “A importância do curso de Mediação Judicial, de acordo com a Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça, é ter mediadores e conciliadores devidamente capacitados para devido atuação no atendimento a demanda do Cejusc”, pontuaram.
De acordo com a aluna do Imes Roberta, o curso de formação de mediadores e conciliadores consiste em um conteúdo teórico com duração de 40 horas e prática, cumprimento de estágio, com duração de 60 horas, com simulação de casos, aulas expositivas, filmes e testes de conhecimento adquirido no decorrer do curso. “Todo conteúdo é delimitado pelo Conselho Nacional de Justiça (Resolução 125/2010). e a etapa prática é cumprida nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e de Cidadania – Cejuscs. Os requisitos para atuar como mediador judicial, segundo o art. 11 da Lei 13.140/2015, exige que o futuro mediador seja formado em curso de nível superior há pelo menos dois anos”, comentou.
A mediação é uma alternativa da Justiça Brasileira, em função de um grande aumento das demandas judiciais; pode ser definida como uma negociação facilitada por um terceiro e trata-se de um método de resolução de disputas no qual se desenvolve um processo composto por vários atos procedimentais pelos quais o(s) terceiro(s) imparcial (is) facilita(m) a negociação entre as pessoas em conflito. A conciliação pode ser definida como um processo autocompositivo breve, no qual as partes ou os interessados são auxiliados por um terceiro, neutro ao conflito, por meio de técnicas adequadas, a chegar a uma solução ou a um acordo. “Diante disso o mediador e o conciliador passaram a ocupar um importante papel, pois passaram a solucionar muitas demandas judiciais”, comentaram as alunas Roberta e Ana Carolina, e finalizaram: “Esse curso tem um conteúdo teórico enriquecedor que nos proporcionou muito mais que conhecimento e aprendizado voltados à Psicologia, mas nos trouxe uma nova visão de mundo, algo além do que os olhos possam ver. Agradecemos o nosso Orientador e Professor Paulo Celso Pereira pela indicação”.

18261623_1451276234923274_1097296884_o.jpg

Roberta D`Avanzo Sant´Ana, as instrutoras Izaura Kuyomi M. Sugohara e Ligia Gonçalves D. Pedrosa, Ana Carolina Ferreira Maia e Roseli Ines Stuqui Perles, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

18280113_1451277771589787_751386113_n

Roberta D`Avanzo Sant´Ana, as instrutoras Izaura Kuyomi M. Sugohara , Ligia Gonçalves D. Pedrosa, Ana Carolina Ferreira Maia e Roseli Ines Stuqui Perles do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Estudantes de Psicologia ministram palestras em Novais

Duas alunas do 5º ano de Psicologia do Imes Catanduva ministraram palestras no município Novais para adolescentes sobre o tema “Preconceito racial”. Ana Carolina Ferreira Maia e Roberta D`Avanzo Sant’Ana abordaram o cenário do racismo a partir da Declaração da Organização das Nações Unidas sobre a “Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial”. Também contaram um pouco da história do dia 21 de Março, pelo movimento negro que exigiu da ONU a instituição do “Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial”, como forma de protesto contra no “massacre de Sharpeville”, ocorrido em Joanesburgo, em 1960.
“O intuito das palestras foi enfatizar uma corrente de respeito à vida, saber conhecer e aceitar as pessoas, suas características, raça, cultura, cor de pele, mesmo que seja diferente o conceito é integrar, e não desunir”, comentam as palestrantes.

Estudantes de Psicologia participam de Mesa Redonda sobre práticas antimanicomiais

Alunos do 5ª ano de Psicologia, juntamente com ex-alunos do Imes Catanduva, formados em 2016, participaram da “Mesa Redonda sobre os avanços e retrocessos nas práticas antimanicomiais”, no dia 15 de Março, evento organizado por estudantes da Liga de Neuropsiquiatria, do curso de Medicina da Fameca.
A mesa foi composta pelos psicólogos Lígia Rodrigues e Alexandre Céspedes, ex-professores do Imes, pelo psiquiatra Gerardo M. A. Filho e pela terapeuta ocupacional Carolina Sofia Machado.
“O debate teve início com um vídeo sobre o hospital psiquiátrico Juquery, que foi considerado um dos maiores do Brasil, fundado na cidade Franco da Rocha, e tem uma história (velada) de maus tratos, mortes e torturas. Em seguida os psicólogos da mesa falaram sobre o Movimento Antimanicomial, que teve início na década de 70, acerca das características da assistência psiquiátrica que eram oferecidas nos manicômios”, comentou Roberta D’Avanzo, aluna do curso de Psicologia do Imes Catanduva.
Os psicólogos da mesa também explicaram sobre a criação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que estabelece atendimento de pessoas com problemas mentais. “A Rede integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), onde presta atendimento em saúde mental. A partir desses assuntos foram feitas perguntas sobre os avanços e retrocessos nas práticas antimanicomiais, no qual os alunos foram participativos, questionando as respostas dos componentes da mesa, e tomando posturas de que tipos de profissionais irão ser, uma vez que a mesa expôs um sistema, ainda, falho na formação de profissionais da área”, finalizou a aluna Roberta.
“Essa temática foi importante, pois se constitui num instrumento de reflexão para os profissionais da área de humanas a cerca dos desafios impostos por uma sociedade contemporânea na qual caminha rumo as transformação, estudos, conceitos e práticas sobre a saúde mental compotas por diferentes grupos sociais, políticos, econômicos e éticos. Devemos reconhecer que não basta mudar a nomenclatura e leis, mas sim o nosso olhar para essas pessoas que necessitam de tratamento mental, assim evitando o sofrimento humano, exclusão e a perda de direitos fundamentais a vida”, comentou a aluna de Psicologia do Imes Ana Carolina Maia, finalizando com uma frase de Carl Jung “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.